Para quem é indicado o mindfulness?

Praticamente para quase todas as pessoas, da criança até ao que tem mais idade (*).  É indicado para todos aqueles que:

  • Querem reduzir o stress, a compulsão;
  • Gostariam de aprender a meditar;
  • Estão em processo de autoconhecimento;
  • Apresentam queixas de ansiedade, depressão,, compulsão, angústia e/ou desespero;
  • Precisam aprender a lidar com dores crônicas;
  • Querem melhorar sua memória, poder de concentração, criatividade e autoestima;
  • Visam tratar seus problemas de sono, cansaço, fadiga, desânimo e apatia.

(*)Recomenda-se, certa precaução, em casos de esquizofrenia e momentos de crise de depressão severa.

Primeiros passos: Toda longa caminhada começa com o primeiro passo (provérbio chinês). 

  1. Pausa
  2. Quietude
  3. Concentração
  4. Meditação.
A Prática - No âmbito externo

Local - é recomendável que aconteça em um local mais reservado e que propicie estabilidade e conforto físico, também no que se refere à temperatura e à claridade. Que haja menor incidência de luz, para reduzir os estímulos externos; mas, que não fique tão escuro a ponto de facilitar que o praticante adormeça. Que a ventilação sirva apenas para renovar e circular o ar, não para esfriar e causar desconforto térmico, embora meditações ao ar livre em meio à natureza sejam sempre bem-vindas, desde que o local seja seguro e acolhedor.

Postura corporal - usualmente, para a prática de mindfulness utiliza-se uma cadeira de espaldar reto, a 90°, que promova estabilidade ao corpo e, por consequência, à mente. Durante a prática da meditação, sugerimos que se sente a partir da metade do assento da cadeira; que seu corpo esteja levemente inclinado para frente (como se estivesse em posição para levantar-se) evitando-se o risco de sonolência. Pode ser, também, sentado em uma almofada… deitado…  o mais importante é que haja conforto e estabilidade.   

A Prática - No âmbito interno

Compromisso com a prática.  É pessoal, mas quando inserido em um contexto grupal, há também um compromisso relativo ao coletivo, quanto à ética, ao companheirismo e mais... Cada participante que adira ao programa, com força e entusiasmo, irá contribuir para o fortalecimento do grupo.  

Mudança e aquisição de hábito (que o hábito se transforme em atitude). É um processo de construção, inerente ao início de qualquer novo comportamento; implica na quebra de um hábito anterior. Quanto mais arraigado for, mais esforço e perseverança serão necessários para quebrá-lo.

As Nove Atitudes Fundamentais

São 9 as atitudes fundamentais para se praticar mindfulness:

1 - Não julgar, parte da experiência, dia após dia, dentro da prática. É o estado de envolver-se, o menos possível, com opiniões, desejos, expectativas, julgamentos e classificações das experiências.

2 - Paciência, grau de compreensão que respeita o ritmo próprio dos acontecimentos e das pessoas. Ninguém faz a borboleta voar antes do seu tempo! Com mindfulness, praticamos esta atitude, tanto com a mente, quanto com o corpo.

3 - Mente do principiante, cada momento é único. Este olhar desperta e desenvolve a capacidade de apreciar a vida, momento a momento, liberando a mente das crenças com base no que já sabemos e no que já vivemos. Promove uma mente aberta.

4 – Confiança, a partir da prática, a integridade e inteireza, em nível físico, psíquico e emocional, facilitam e estimulam o desenvolvimento da confiança em si mesmo(a) e em seus sentimentos, proporcionando maior abertura para a intuição. Estes fatores são primordiais para seguir o caminho do coração presente.

5 - Não lutar, diminuir a imposição de estabelecer objetivos e metas. No âmbito da prática meditativa, há uma espécie de “não fazer”, ou deixar fluir; diminuir as expectativas inerentes à filosofia de resultados e aprender a se relacionar com a realidade, com tendência a aceitar mais as coisas como elas são.

6 - Aceitação, ver as coisas como elas são, no momento que ocorrem, pois passamos boa parte de nosso tempo negando a nossa realidade.

7 - Soltar, entregar-se à experiência sem se prender, aceitando e deixando fluir, como testemunha que aprecia, da mesma forma quando dormimos e sonhamos. 

8 - Gratidão, ato de sentir gratificado pela vida.

9 - Generosidade, capacidade de doar-se sem com isso sentir carência ou falta de algo, antes pelo contrário, há a sensação de plenitude!

Outras Atitudes Importantes para a Prática

São importantes também outros aspectos da atitude:

Vontade - propósito. Força interna, capaz de fazer da vontade uma ação. 

Intenção - determinação de agir, força que move a ação. 

Motivação – força motriz da intenção; ímpeto que dá propósito ou direção ao comportamento. Opera em nível consciente e inconsciente. Pode ser de cunho primário (fisiológico) ou secundário (social), como afiliação, competição, interesse e metas individuais. Há que se considerar as forças motivadoras internas e fatores externos, como recompensa ou punição, que podem encorajar ou desencorajar certos comportamentos. 

Motivação intrínseca - um interesse genuíno desvinculado dos benefícios externos que eventualmente podem ser obtidos, incentivo para o envolvimento em uma atividade específica derivada da própria atividade. 

Motivação extrínseca - motivo externo para envolver-se em uma atividade específica, principalmente a motivação decorrente da expectativa de punição ou recompensa. 

Motivação para realização - desejo de superar obstáculos e vencer desafios.

Motivação de ser – metamotivação: motivação que opera na linha da transcendência, autorrealização.

Da Intenção

Quando a intenção é a mesma da motivação - a prática flui.

Para que a prática se sustente para além do hábito da atitude e da motivação e passe a ser um propósito em si, há um caminho, o do despertar das quatro virtudes do coração, a saber: a bondade amorosa - nossa generosidade genuína, que dispensa reconhecimento, retribuição ou recompensa, a atitude se encerra em si mesma e leva à sensação de plenitude -; a alegria empática -  capacidade de alegrar-se com a felicidade, conquista ou vitória alheia -;  a compaixão - está para além da empatia, implica em atitude, apresenta-se pela vontade e ação afins de aliviar o sofrimento de um outro ser-; e a equanimidade - a capacidade de permanecer-se  neutro seja diante dos conflitos, das aflições ou das maiores alegrias, sem com isso ser negligente, leniente, frio ou arrogante, a capacidade de manter e de sustentar a mente serena perante a quaisquer intempérie ou agitação. As quatro incomensuráveis, simbolizam as hastes sustentadoras da  prática da presença plena, são como pétalas de um trevo da sorte, residente genuíno da nossa humanidade mais profunda. 

 

Boa prática!

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